sábado, 3 de abril de 2010

Os caminhos


Ou escolhemos que caminho seguir...
ou seguiremos os caminhos que escolherem...



"A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração."

Carrossel do Destino



"Deixo os versos que escrevi,
As cantigas que cantei,
Cinco ou seis coisas que eu sei
E um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
Selva com lei de cassino;
Vou renascer num menino,
Num país além do mar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Enquanto eu puder viver
Tudo o que o coração sente,
O tempo estará presente
Passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
Para as nuvens do divino,
Que a viola seja o sino
Tocando pra me guiar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Romances e epopéias
Me pedindo pra brotar
E eu tangendo devagar
A boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
Onde brota o mel mais fino,
E um só verso, pequenino,
Mas que mereça ficar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino."
Antônio Nobrega

terça-feira, 30 de março de 2010

Festa julina... Cidade do poeta...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Imagens que não precisam de palavras para dizer

fotografias: Fabiano Soares

domingo, 28 de março de 2010


"Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou.."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Descobri Que Sou Tão Perigoso

De repente em silêncio
Afogaram meu clamor
Com minhas lágrimas.
Porta-voz da mensagem amiga
Já tem a certeza dos teus queridos
Que o amor morreu
E agora, sou tão perigoso.
Ponho medo e pavor:
“Não sou mais o teu amor”,
Mesmo depois da chuva fina,
Do violão que desafina
Perdi minha voz
Perdi o cheiro agradável
Perdi minha presença da tua
Mesmo que escondido
Mesmo que a tua espera.
Sou quem te faz sofrer
Por isso, nem os pregos, nem o altar
Me esperam tanto tempo
para eu ser crucificado.
- Madalena! Lava-me os pés...
E todo desejo que restou...
Hoje sou tão perigoso.

F.S.S
24 de março de 2010