quinta-feira, 25 de março de 2010

Descobri Que Sou Tão Perigoso

De repente em silêncio
Afogaram meu clamor
Com minhas lágrimas.
Porta-voz da mensagem amiga
Já tem a certeza dos teus queridos
Que o amor morreu
E agora, sou tão perigoso.
Ponho medo e pavor:
“Não sou mais o teu amor”,
Mesmo depois da chuva fina,
Do violão que desafina
Perdi minha voz
Perdi o cheiro agradável
Perdi minha presença da tua
Mesmo que escondido
Mesmo que a tua espera.
Sou quem te faz sofrer
Por isso, nem os pregos, nem o altar
Me esperam tanto tempo
para eu ser crucificado.
- Madalena! Lava-me os pés...
E todo desejo que restou...
Hoje sou tão perigoso.

F.S.S
24 de março de 2010

2 comentários:

  1. Maravilhoso amigo,

    Neste poema exalas a dualidade das paixões humanas. Agora estais intimado a ler e postar comentário no meu http://emaranhadorufiniano.blogspot.com

    Abrçs!!!

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  2. Belissimo poema,muito sentimental.

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